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           Yvonne Silveira   

46581
Por Yvonne Silveira - 1/6/2009 14:49:57

Envelhecemos, Rosita

Yvonne Silveira

Envelhecemos. Você, um pouco menos e, nesta data significativa dos noventas anos, vejo-a, na tela do relembrar, com a mesma alegria, a voz tranqüila, segurança na arte de ensinar, transmitindo exemplos e conhecimentos. Estávamos na maturidade, em pleno saber.
Pois só os contínuos estudos, por dias e dias, preparam o domínio da língua portuguesa para transmiti-la aos jovens alunos, bons alunos, na maioria, daqueles distantes dias da Escola Normal.
Turmas de trinta e cinco alunos, tínhamos cinco marcadas pelas letras do alfabeto. De uma sala, passávamos para outra. Pequeno intervalo, para um lanche, comentários. Amizades estreitavam-se. Volta as aulas e, finalmente, 11h30, retorno ao lar. Correção de provas e exercícios, até pela madrugada.
Nada de reclamações ou cansaço. A receptividade dos alunos, a amizade, o respeito, a confiança em nós, compensavam a labuta.
D. Rosita é excelente professora, diziam, e ai de quem ousasse negar. Walkiria, sua filha, que era minha aluna protestava: Minha mãe é a maior autoridade em língua portuguesa. Ninguém sabe mais do que ela.
E você, intimamente agradecida, reclamava: Você me enche de vergonha. Não diga isto. Era próprio da estabanada, mas inteligente e sincera Walquiria, Theago, Cláudio e Virgínia, educados, também, eram meus alunos.
Como era agradável o nosso viver, na profissão. O arco do tempo foi-se alargando, crescendo. Aposentadoria, vitórias com a família,outras lides, lazer.
E ei-nos a aproximar do limiar do túnel.
Perdemos os companheiros – o amor maior... Você bem antes, eu, agora, ferida aberta, lágrimas sem fim, a lembrar das reflexões de Bassuet em “Tout nos Apelle a la Mort”: Qu’est-se donc que ma substance, ó grand Dieu? J’entre dans l avie pour sortir bientôt. Je viens me montrear comme lês autres; après il faudra disparaite. (...) Ó Dieu, encore une fois, qu’est-ce que de nous?”
E é desencantada que vejo passar os dias, razão da ausênica a festa de celebração dos noventa anos, com os filhos, os netos, os parentes, os amigos.
Compartilho, porém, da sua alegria, Rosita, vendo-a, não marcada pelos anos vividos e, sim, com a mesma suave beleza de quem sabe doar amor, com a mesma ternura de mãe e amiga, com a mesma fortaleza daqueles dias em que trabalhávamos como jovens, mas com a sabedoria dos amadurecidos, você, eficiente e responsável, como lago, sem ondas do mar, de arrebatamentos viscerais. Simplesmente, a querida mestra Rosita.
Parabéns e o abraço de felicidades da colega e amiga.

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos)


46163
Por Yvonne Silveira - 17/5/2009 08:57:12
Yvonne Silveira

UM RARO TIPO DE EXPLORADOR

- Uma esmola, dona, pelo amor de Deus.
Ia virando a esquina, ao retornar do mercado. E eis o gesto e a súplica humildes com que nos deparamos sempre, e que, por comodidade, dizemos não terem solução (Sempre haverá pobres em vós), sabendo, entretanto, que resultam das estruturas sociais, organizadas pela ambição dos homens. Daí a afirmação de Cristo que alcançava não só a sua época como séculos e séculos à frente.
O monstrengo me olhava – olhar também humilde – com os olhos esbugalhados, a boca meio torta, rosto encovado, para onde caiam, saindo de um chapéu rasgado, os cabelos sujos. As roupas também sujas e estragadas cobriam um corpo pequeno e corcunda, que um grande saco curvava mais ainda.
Não pude falar, nem fazer um gesto, nem mesmo pensar se ajudaria o meu próximo, tão desprotegido da sorte, pois uma voz atrás de mim, quase autoritária, disse, assim que o mendigo fez o pedido:
- Não dá esmola, não, dona, ele não precisa de esmola.
Virei-me. Um homem alto, magro, simpático, com uma sacola na mão, era o dono da voz autoritária. O mendigo continuava a olhar-me, humildemente, explorando o meu espanto, mesclado de piedade.
- Vai andando, continuou o outro, ocê não precisa de esmola.
Ele saiu capengando. Olhei-o ainda. Os passantes davam-se esbarros. Recomecei a andar. E o tal ao meu lado. Pelas roupas, pelo jeito e fala, via-se que era um caipira, digo-o sem intenção pejorativa, mas, desconhecido, tratei-o cerimoniosamente:
- O senhor conhece aquele mendigo?
- Qui mendigo! Conheço, dona, ele é rico.
- Rico?!!! Não creio. Não posso crer.
- É sim, é rico. Tem muitas casa, um barracão no Alto São João.
- Não entendo... E como conseguiu as casa de que está falando?
- Com esmola. Fez uma, alugou. Foi fazendo mais. Hoje ta rico. E tem muié bunita e nova, que explora ele. Vive pintando com a rapaziada e ele nem incomoda.
- É certo o que me diz? Sabe onde ele mora?
- Sabê não sei, mais todo mundo conhece ele e diz que é rico.
Chegamos à Padaria Marília, onde precisava fazer compras. Despedi-me do informante, que seguiu seu caminho e me deixou confusa. Lembrei-me de Os Mendigos de Paris (não me lembro do autor), e de tantos outros casos noticiados pelos jornais. Podia ser verdade. Devia ser. E a mulher bonita, dormiria com aquele homem? Ou ele era apenas um servo apaixonado que se contentava em viver ao lado da amada, sustentando-a, sem nada receber? O certo é que precisava de alguém para que sua vida tivesse sentido. Ele, arremedo de gente, que em outro país seria exterminado, devia até se sentir feliz em servir uma mulher, e, por ser bonita. Poderia ter pedido maiores informações ao zeloso cidadão que me impediria de dar esmola a um falso mendigo. Bem. Depois daria um jeito de saber a verdade. Por muitos dias pensei no fato, por fim, me esqueci. Falta de tempo para investigar. Outros afazes.
Domingo último, passei pelo Alto São João, à tarde, e vi um indivíduo tal qual o falso mendigo, apenas limpo sem o saco de esmolas às costas. Como não guardo as fisionomias a não ser depois de repetidos encontros, fiquei na dúvida, e não quis abordá-lo. E pra quê?
A realidade é que o falso mendigo que eu encontrara há meses, era deserdado da sorte, tipo de retardado, de nascimento ou em conseqüência de alguma doença, meningite ou meningoencefalite, ou mesmo congestão, sei lá. Para sobreviver teve de pedir esmolas. O retardamento não o tornou um idiota completo. Assim, ajuntou dinheiro com o produto das esmolas, construiu casas, aumentou o capital, comprou mulher bonita. Por outro caminho, fez o mesmo que a maioria dos normais faz; explorar o próximo. É só analisar como são feitas fortunas, como funcionam as sociedades, as máquinas de poderio econômico. Repugna-nos a hipocrisia de um falso mendigo que tira um pouquinho do nosso dinheiro, estendendo a mão e pedindo pelo amor de Deus. Mas não podemos sentir repugnância pelo outro, ou melhor, pelos outros, que seduzem, destroem, exploram e matam, monstregos morais, porém, fisicamente perfeitos ou quase perfeitos. Estão entre nós e pelo mundo todo. Muitos odiando o Cristo e milhares dizendo-se amigos de Cristo, e em seu nome pregando Amor.
“Cest la vie”, canta Greg Lake, num disso, ao meu lado.

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos)


45966
Por Yvonne Silveira - 9/5/2009 09:58:40
Um Amanhecer

O sol ainda se esconde por trás da serra. Sua claridade, porém, ilumina o céu, que se colore de intenso vermelho-dourado e oferece o primeiro painel: abstracionismo. A luz ainda brilha na copa das árvores, que se espalham pelos campos e brinca no lusco-fusco do amanhecer, acordando os pássaros: bucolismo.
Da janela, contemplo a beleza da chegada de mais um dia de vida. O céu infinito, inescrutável, onde localizamos a morada do Deus Criador, apenas porque sentimos necessidade de localizá-la, mas sabemo-la ignorada; a serra de veludo azul escuro recortando o horizonte em linha irregular; a pastagem verde perdendo-se ao longe; as árvores acompanhando o leito do rio, marcando-o...
Meu olhar, encantando, vai das árvores à serra, da serra do céu. E volta, pesquisando, à procura dos pormenores que formam o lindo quadro pictórico. E descobre, ao pé da janela, na roseira silvestre, pequena gota de orvalho. Tão insignificante, tão pequenina e humilde, comparada aos entes que pintam a paisagem e deslumbram-se, no entanto, infinitamente mais bela, quimericamente mais preciosa. Brilha com os reflexos do sol, que já se alteia, no horizonte. Treme. Dança, na folha, o estojo verde. Sinto medo de que chegue a brisa balançando-o e destruindo o meu brilhante. Desejo que o sol fique onde está, para não secar meu talismã. E que a brisa passe longe. E que os pássaros se calem. E que o meu brilhante, feito pela noite, na roseira silvestre, permaneça ali, presente divino enviado, para envolver-me em fantasias.
E tudo brilha. Ofusca-se. Sonhos. Pedaços da vida. Mágoas. Dores. Malogros. A gota de orvalho, diamante efêmero, símbolo de força, poder, fortuna, fugazes e inúteis desejos...
As gotas das lágrimas não são gotas de orvalho. Não brilham com os raios do sol que sai detrás da serra. Juntam-se ao meu brilhante. Tremem, tremem e caem na terra seca.
Exauriu-se o encanto do amanhecer. O pincel de fantasia, desiludido, rouba o quadro bucólico, leva para longe o brilhante dos sonhos.
É chegado mais um dia do viver...

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos).


45621
Por Yvonne Silveira - 25/4/2009 09:11:28
DESTINO OU CASTIGO?

Aos três anos, Tino era como todos os meninos de três anos. Falava errado, era curioso, fazia birras e brincava. Carretéis, sabugos, pedrinhas e cabos de vassouras, eram os brinquedos que a vida lhe dava, pois outros não podia ter. A diferença de Tino para as outras crianças de sua idade era uma tristeza de que ninguém sabia a causa. Pois decerto não entendia por que sua mãe vestia como a mulher dos funcionários mais graduados da Prefeitura, sendo seu pai apenas carroceiro. Nem por que ele saía tanto de casa. Nem por que os dois brigavam. Ouvia os insultos, os gritos e também não entendia por que se desentendiam. Tino encolhia-se a um canto, chorava baixinho. Se mamãe estava bem ou mal vestida, não sabia. Mas que era bonita e alegre, sabia. E quando voltava a calma, sorria com aquele sorriso triste.
Moravam do outro lado do rio, numa casa perto do Matadouro da Prefeitura. Lá, o gado era abatido para os açougues. Tiago levava as postas de carne na carroça, forrada de ramos verdes de árvores, a mesma que apanhava o lixo das ruas.
Depois do almoço Tino ia dormi. O pai ia para a Prefeitura, para o trabalho, a mãe ia para o rio lavar as vasilhas e alguma roupa. Quando Tino acordava, descia o trilho estreito de juntava-se à mãe. Brincava com as pedrinhas da beira do rio, perseguia lagartixas, parava para ouvir os passarinhos, extasiava-se com os soins. E ficava pensativo. Triste como gente grande que é infeliz.
Naquele dia, pouco antes da data das eleições, época propícia para certo tipo de mulheres explorar os candidatos, Belisa não foi lavar roupa nem vasilha no rio. Mal Tiago saiu, trancou a porta da frente, cerrou a dos fundos. E partiu para encontro.
Mais tarde, Tino acordou e desceu o trilho estreito até o rio. Olhou para um lado e para o outro. Chorou baixinho. Chorou mais alto. Um enxadeiro que limpava a roça de milho, um pouco mais acima, ouviu o choro sentido. Menino chora à toa. Continuou batendo a enxada, na terra seca.
O choro parou.
A mãe entrou em casa: “Tino! O diabinho deve ter ido pro rio. Tiino! Tiiiino!”
Só a carinha de Tino estava dentro do rio. As formigas passeavam no seu corpo e ele não chorava. ‘Tino! Tino!’
Sacudiu as formigas. Virou o corpinho frio. Carregou-o e subiu o trilho a gritar: ‘Eu sou uma desgraçada! Eu sou uma infeliz! Eu sou uma desgraçada!’
A cidade inteira foi ver o anjinho morto, o filho de Belisa, a mulher bonita que seduzia os maridos das outras. Foi para censurar, acusar silenciosamente, ou em sussurros. Mãe desnaturada. Foi castigo. Está pagando.
Ninguém refletia que os dias já estão contados nos céus e que os de Tino eram curtos. Tantas crianças já morreram e continuariam morrendo de desastres, crianças de mães santas e de mães pecadoras. O próprio nascimento de Cristo não exigiu o sacrifício de muitas crianças, para que se cumprissem as profecias?
Ninguém refletia. As circunstâncias da morte Tino tornavam a mãe culpada, criminosa, execrada, indigna de compaixão, apesar daquela dor desatinada, que se manifestava em lamentações: ‘Sou uma desgraçada! Desgraçada!’
Desgraçada mesmo, repetiam no íntimo as mulheres traídas. E não adianta chorar. É nisto que dá, viver atrás dos maridos da gente.
Vingavam-se todas as Belisa, mulher bonita, sedutora, de riso largo como as ancas, balançando na saia justa, quando ia à cidade. Agora estava ali, descabelada, arrasada, desgraçada mesmo. E o marido, sem dizer palavra, sem nada ouvir, olhava o chão.
Tino foi para o cemitério em um caixão azul, com acompanhamento maior do que o de um morto rico. A mãe foi, também, gritando, culpando-se.
A multidão a pé – pois até hoje, na cidade onde ocorreu o falto, não se usa enterro de carro – seguia o caixãozinho azul, do morto, símbolo do castigo para os puritanos de todos os tempos, que não se cansam de atirar pedras. A partir de então a mãe foi ficando cada vez mais triste. Dois anos depois, morreu.

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos).


45574
Por Yvonne Silveira - 23/4/2009 10:43:15
O ELEITO

Yvonne Silveira

Está longe, na sucessão dos dias,
o teu belo e jovem rosto
que me despertou os sonhos de amor.
Cativa tornei-me
e viajei contigo
do nascer ao pôr-do-sol,
em longo acontecer.
Auroras de esperanças,
ocasos de desencantos,
passo e par, pela rota do viver
tão branda, às vezes,
tão cheia de estorvos,sempre.
Dias de sol floresciam
os lírios da fantasia,
a esperança de união perfeita
crescia em frêmitos de amor.
Mas vinham as sombras,
o sol se escondia
e fantasmas desfilavam:
ciúmes, incertezas,
desanimando,
o amor enrugando,
o amplexo dos corpos e das almas
afrouxando.
Porém, foste o eleito
e, mesmo sangrando os pés,
nas pedras do desamor, passageiro,
seguimos triunfantes.
Os dias, gastando a vida,
foram levando
teu belo e jovem rosto de aurora.
o sol da tarde entra
pela janela dos sonhos
Que se enrolam, vagarosamente...
Sei ó eleito,
que vem chegando a noite,
o cansaço faz dormir as estrelas
do teu rosto de aurora,
já não sonhas, não vês.
Seguro-te as mãos,
prendo-as com afagos de seda...
Em breve se desatarão,
sem que possas levar
as lembranças dos dias de sol,
das flores de tua poesia
em lindos versos a cantar-me
a beleza que só tu vias
e sempre verei o teu rosto de aurora...
a canção da saudade
aproxima-se pelas ondas douradas
do amor que não morre,
e tu, ó eleito,
ó amado
virás de novo segurar-me as maõs
o teu jovem rosto de aurora,
belo rosto de aurora,
conduzindo-me
para a mansão do mistério,
onde eternamente viverá
o nosso ínvio
e inviolável amor

ELEGIA PARA ELEITO

Yvonne Silveira

Sem prenúncio de dor ou de cansaço
sequer mal-estar, um só leve traço
chega o irreversível.
E levaram-te. Inútil tentativa
de mais dias doar à longa vida,
ou amenisar tua alma ferida.
Dexei-te ir.
E na noite cruel, interminável,
súplicas e lágrima se perderam.
-Não me deixes sozinho,- eu ouvia,
no desespero do medo. Mentira.
Pedido constante que tu fazias,
enquanto eu lidava durante os dias.
-Aqui estou, jamais te deixarei.
E dexei-te sozinho.
No pior momento do teu viver.
Não me ouviste a voz, não sentiste o beijo,
que no rosto agonizante terias.
O inútil pranto, ó vã esperança.
O sol levou a noite, o dia se fez
E tu voltas.
Rosto lívido, o belo rosto de outrora,
inesquecível rosto de aurora,
com as azougues do tempo envelhecido,
junto ao meu, nesse andar pelo caminho
percorrido, sempre, de braços dados...
em que agora se soltavam.
Ó, o caminho de flores sorrindo,
de espinhos, de pedras, rolando frias.
Onde estão as angélicas Silvestres?
Os beijos roubados, ao sol morrendo?
Inicío do longo e belo caminho,
de vitórias, derrotas e amor,
em que com lutas, sonhos realizamos
o ideal de sevir, doar, fazer.
Oitenta anos!
Soltaram-se os laços. E tu, primeiro,
(querias) – alcança o túnel da luz.
Na casa vazia, vive a presença
Tranquilo, quieto e sem andar,
sem ver o sol brilhar na madrugada,
com o alegre cantar da passarada,
mudo para os teus ouvidos, sem queixar.
Somente a voz.
Palavras de afeto, carinho e amor.
(Maria Luíza, neta querida,
E tu Pedro, razões do meu viver
- Boa esposa que Deus me enviou).
Muda estava a alma do meu poeta.
Tantos versos me fez, de grande amor.
Como contou a vida, a Natureza,
meditando os mistérios, a beleza.
Volta!volta!
Em desespero peço, mas a terra
Que envolve teu corpo, não se abrirá.
“ Nesse jogo não se ganha a vida”-
Disseste, mas sabes que a ela irei.
Espera, ó amado!
Na mesma vaga estarei contigo,
almas lado a lado, pelos caminhos do céu.


Mensagem N° 45571

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos).


45506
Por Yvonne Silveira - 18/4/2009 09:39:52
A Glória de Godofredo

Beto Guedes levou-nos a participar, pela primeira vez, de um público, predominantemente jovem, no Darcy Ribeiro. Os assistentes se comprimiam nas arquibancadas e no chão de cimento, massa ansiosa por aplaudir o artista da terra em ascensão nacional, com os discos já gravados e a trilha sonora da novela Marina. Admiração pela arte de Beto Guedes, curiosidade e mesmo o fato de ser o filho de Godofredo Guedes, levaram ao Ginásio Darcy Ribeiro a multidão que aplaudiu pai e filho, confirmando o sucesso deste, nos grandes centros, e glorificando o velho e perseverante artista.
A apresentação, marcada para as vinte horas, foi atrasada por defeito no aparelho de som. A fumaça dos cigarros poluía o recinto e a reação, para evitar o cansaço da espera nas bancadas e chão duros, se fez com gritos, palmas e coros improvisados, com as composições do artista. Finalmente, tudo pronto. Mas, em vez de Beto Guedes, apresentou-se o Grupo Céu e Terra, ‘como aperitivo’, segundo o locutor, executando três números muito bem, como sempre, mas retardando o esperado ‘show’.
Passava das dez quando, finalmente, apareceu o vitorioso cantor, sob aplausos e gritos. E sempre aplaudindo à sua maneira, os jovens ouviram três números de Beto Guedes que, ao terminar, anunciou a apresentação de ‘um amigo muito querido’: Godofredo Guedes. Emocionante o momento. Godofredo, em perfeita execução de clarineta, fez o público vibrar, acompanhando-o cantando as letras das composições ‘Casinha de Palha’ e ‘Cantar’, já do domínio de todos. Foram sucesso tanto quanto as composições de Beto.
- Godô! Godô! Mais um! Mais um! – gritavam todos em uníssono.
Beto, que também apresentava composições do pai, abraçou-o, feliz. Ali não estava um rival, mas aquele a quem deve o talento, pela força da hereditariedade. Aquele a quem ama pela dedicação à família e à Arte, ao longo dos anos. E, principalmente, aquele que alcançava a glória através dele, Beto, o filho.
A apresentação continuou com o repertório dos recentes sucessos. Artista inserido na época, ritmo e letra ao gosto da juventude moderna, canta, também como exige o momento. Nada de voz possante, modulada, empostada. Voz natural, mais para contrato. E voz, letra e melodia, em perfeita consonância com a nova modalidade de comunicar-se através da Arte, da maneira simples, sem grandes voos, nem sofisticações, nem pieguismos sentimentais.
É, claro que ele fala dos próprios sentimentos, mas com economia metáforas e até de palavras. ‘Gabriel’, por exemplo, composta para o filho, toca por esta simplicidade. E assim são todas as composições de Beto Guedes. Se o seu gênero não é para nós, mais velhos, não se pode negar que, realmente, é representante autêntico da música moderna, criativo e com grande força de expressão. Como o pai, é outro artista de sete instrumentos, o que lhe oferece maiores oportunidades.
A vibração do público em aplausos, também de acordo com a época, testemunhava o sucesso de Beto Guedes e confirmava a consagração obtida nos grandes centros.
Não obstante o entusiasmo, às vinte e três horas, o ginásio começou esvasiar-se. Dançando, aplaudindo, alguns com as namoradas nos ombros, iam saindo. Os seios de Fafá de Belém estavam à espera, no Parque de Exposições, falando outra linguagem, mas eloqüente do que a de Beto Guedes...

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos).


44828
Por Yvonne Silveira - 27/3/2009 15:52:49
FELICIDADE DE MÃE

Yvonne Silveira

Entre os muitos convites de formatura que nos chegaram, de ex-alunos e de filhos de amigos, quero destacar três, de curso superior, para homenagear a mãe dos formandos, que é quem, realmente, alcança a vitória, e reviver a figura boa e simples do pai. Ela, Maria. E ele, Ataliba Machado.
Viveram os dois unidos pelo amor e pelo desejo de vencer. Este desejo, muito natural em todo ser humano, toma, às vezes, aspecto pungente, quando a luta é contra vários obstáculos. Era o caso de Maria e Ataliba.
Lutavam para sustentar os filhos. Lutavam para encaminhá-los ao curso superior. Lutavam para mantê-los na sociedade, superando o problema de cor. E ainda lutavam pela sobrevivência da revista Montes Claros em Foco. Ponho no plural porque sei que Maria fazia tanto empenho enquanto Ataliba para que a revista saísse regularmente, o que jamais conseguiram.
É natural que a paixão de Ataliba fosse maior. Paixão de namorado, que lhe custava caro, pois revista do interior do Estado, com todos os defeitos do jornalismo improvisado, não dá lucro financeiro.
Ataliba, porém, insistia. Assim que mudamos para Montes Claros pediu-nos maior ajuda. E nós, também, improvisados escreventes, gratuitamente o ajudamos até o final.
Em 1967 Ataliba morreu, e com ele Montes Claros em Foco, da qual fora o fundador, o diretor e o mantenedor.
Embora criticada por muitos, valeu a pena a publicação de vários números, que projetaram Montes Claros, marcando-lhe uma época e tornando-se um documentário para a sua história.
Valeu a pena, também, porque constituiu uma realização pessoal para o seu fundador, ficando a sua perseverança na luta como exemplo para os filhos.
Morto Ataliba, deixando quase todos os filhos menores, dobrou o encargo de Maria, ainda mais por não desistir do propósito de ambos de levar os filhos à conquista de um diploma de curso superior.
Mudou-se para Belo Horizonte, onde encontraria mais facilidades, principalmente para Mirtes, surda-muda.
Além de costurar para ajudar na manutenção da casa, tornou-se a cozinheira, a lavadeira e a passadeira de todos, com cooperação dedicada da cunhada. Esgotando-se fisicamente, sempre se sentiu feliz por ver a cada ano uma etapa vencida. Só mesmo uma vontade férrea poderia conseguir o milagre de educar seis filhos, de evitar que se extraviassem ou perdessem o entusiasmo, diante das dificuldades por que passavam.
Mary, a mais velha, formou-se logo e arranjou bom emprego. E agora Fernando forma-se em Medicina, Luís Carlos em Jornalismo e Mirtes diploma-se pela Escola de Belas Artes.
Junto a cada convite de formatura em cartãozinho contém palavras de agradecimentos do formando para o pai Ataliba. Homenagem muito justa, pois ao seu exemplo devem os filhos, realmente, a vitória alcançada. Acredito, porém, que foi em lágrimas que abraçaram Maria, na noite de festa, porque ela, além da perseverança e coragem, possibilitou-lhes, com o trabalho estafante, a realização do ideal. No dia-a-dia, no anonimato, sem diversões, desgastando-se, Maria é bem o exemplo de mãe fora de moda, mas da verdadeira mãe.
Pena que Ataliba não estivesse vivo para, na colação de grau de cada um deles, enxugar com o seu sorriso bom as lágrimas de felicidade de sua fiel companheira.

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos).




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::Últimas Notícias::

08/09/10 - 18h
2º turno do Brasileirão começa hoje com sete partidas

08/09/10 - 17h
Cruzeiro enfrenta o Inter hoje e pode assumir o 3º lugar no Brasileirão

08/09/10 - 16h
Brasileiros ficam na posição de n° 76 no ranking mundial de generosidade

08/09/10 - 15h
Crise mundial ajudou a criar 1,3 milhão de desempregados no Brasil

08/09/10 - 14h
“País tem apagão de engenheiros”- “Nordeste e 190 municípios da Bahia sofrem blecaute”

08/09/10 - 13h
Previsão é de chuva para o Leste e Centro-Sul de Minas; calor segue em M. Claros

08/09/10 - 12h
Presidente do Atlético apoia "agressão" contra jogadores na balada

08/09/10 - 11h30
Rapaz de BH morre afogado em micareta de Ibiaí; pescador montes-clarense foi levado pelo rio Jequitaí

08/09/10 - 11h15
Jornal de BH diz que venda da empresa Alprino para grupo controlador da Gol Linhas Aéreas será anunciada hoje

08/09/10 - 11h
Acidentes em estradas que cortam Minas mataram 18 pessoas durante o feriadão

08/09/10 - 10h
Pastor americano insiste em queimar o Alcorão; procurador chama plano de “idiota e perigoso”

08/09/10 - 9h
Cantora Adriana Calcanhotto se “casa” com filha de Vinícius de Moraes

08/09/10 - 8h
Brasil é o 6º país emergente em potencial de crescimento, acredita estudo do Banco Asiático

08/09/10 - 7h
Perito do caso PC Farias diz ter achado cabelo e restos de pele em sítio do goleiro Bruno, em Minas


07/09/10 - 19h43
"Experientes analistas da cena eleitoral de Minas concordam: a eleição para governador não vai ter segundo turno; será decidida no primeiro turno. (...) Um ou outro vai atingir os 50 por cento dos votos válidos, encerrando (...)"

07/09/10 - 9h55
Ex-governador Requião leva dois tapas no rosto e agressor zomba: " Ele não sabe brigar. É um piá de prédio. Defendi minha honra e..."

07/09/10 - 9h29
"Nem é preciso repetir que a motivação dos shows que tomam praças e ruas, à revelia dos donos verdadeiros, é o lucro, em primeiro lugar, e os proveitos políticos/eleitorais, em seguida. Sempre a esperteza dos políticos, que..."


06/09/10 - 19h03
Em virtude do feriado de 7 de setembro, este noticiário será retomado na quarta-feira, às 7 horas, a não ser que aconteça fato extraordinário

06/09/10 - 18h
Homens que sofrem de insônia têm 4 vezes mais chance de morrer cedo, diz estudo

06/09/10 - 17h
Exército abre 100 vagas até dia 15 para cursos de engenheiros militares

06/09/10 - 16h
Nasa quer enviar nave não-tripulada para a atmosfera do Sol

06/09/10 - 15h
Filmes baseados na obra de Chico Xavier lideram recorde de bilheteria no Brasil

06/09/10 - 14h
“Reféns do maior assalto de Minas sofrem ameaças de morte” - “47 mil vagas em concursos com salários de até 16 mil reais” “Ciúme mata uma mulher a cada cinco dias em BH”

06/09/10 - 13h
Umidade do ar recuou para 12% e atingiu o menor índice do ano em M.Claros, ontem; calor vai subir

06/09/10 - 12h
Possibilidade de escolha de filha de imigrante para presidente do Brasil põe a Bulgária em alvoroço

06/09/10 - 11h
Cabeçada de ex-marido em namorado de Ana Maria Braga tumultua festa de Ivete Sangalo em Nova Iorque

06/09/10 - 10h
Atriz de “A Usurpadora”, envenenada pela assistente Maria, é internada às pressas; estado é muito grave

06/09/10 - 9h
Orçamento da União prevê 40,5 mil novos cargos federais em 2011

06/09/10 - 8h
Meia Mega-Sena foi levada no maior assalto em Minas; bandidos estavam de terno, metralhadoras, fuzis e granada

06/09/10 - 7h
Plano B para salvar os mineiros chilenos pode encurtar o resgate em 1 mês; gaiolas serão usadas


05/09/10 - 23h57
Carnamontes: "...sacou uma faca e golpeou o militar nas costas. O policial (...) passou por cirurgia durante a madrugada e depois foi levado para o CTI da Santa Casa..."

05/09/10 - 9h43
"O mais prudente é não esperar chuva de broto antes de S. Miguel Arcanjo, em 28 de setembro. Oxalá, venha!"

05/09/10 - 9h34
"Agora, no entanto, essa história de queima de lixo hospitalar ameaça colocar em posições antagônicas Montes Claros e Santa Luzia, que tanto têm a oferecer, uma à outra, sem esse mal cheiroso"


04/09/10 - 23h15
"O rateio de R$ 92,5 milhões da Mega-Sena saiu para sete apostas - seis no Rio de Janeiro e uma de São Paulo. Os números sorteados foram: 03 - 15 - 31 - 36 - 48 - 54"

04/09/10 - 18h02
Este noticiário será retomado na segunda-feira, às 7 horas, a não ser que aconteça fato extraordinário

04/09/10 - 18h
Torcida do Atlético vai lotar o Ipatingão, neste domingo, contra o São Paulo

04/09/10 - 17h
Jogo entre Cruzeiro e Palmeiras terá duelo entre Wellington Paulista e Kléber

04/09/10 - 16h
Ampliado o uso de FGTS pelo trabalhar em consórcio imobiliário

04/09/10 - 15h
Três jogos hoje e sete amanhã pela 19ª rodada do Brasileirão

04/09/10 - 14h
Mais de 1 milhão se inscreveram em concurso dos Correios; provas serão no dia 28 de novembro

04/09/10 - 13h
“Desmatamento cresce em Minas” – “PIB supera previsões e atinge 8,9% no semestre”- “Gastos do governo turbinam o PIB”

04/09/10 - 12h48
"Os órgãos estatais que você citou em sua mensagem são totalmente inoperantes em nossa cidade, com relação ao problema que você citou. Moro próximo do local, e é um verdadeiro inferno. Já liguei para tais órgãos, mas nenhuma providência é tomada"

04/09/10 - 12h
M. Claros vai continuar com umidade do ar baixa (na altura dos 23 por cento) neste fim de semana

04/09/10 - 11h
Amigos apostaram quem cometeria maior número de estupros em cidade baiana; vítimas podem chegar a 42

04/09/10 - 10h
Assaltantes atacam casal de namorados em M. Claros, executam rapaz de 19 anos, com tiro na nuca, e levam a moto

04/09/10 - 9h09
"O índice pluviométrico registrado nos últimos 90 dias, de 55mm, bem abaixo da média histórica, reduziu drasticamente os recursos hídricos, prejudicando o sistema produtivo e..."

04/09/10 - 9h
Contran muda norma da cadeirinha para carros com cinto de dois pontos

04/09/10 - 8h
Número de apostas na Mega-Sena, que corre hoje, pode atingir os 90 milhões de reais

04/09/10 - 7h
Contador que acessou o Imposto de Renda da filha de Serra foi filiado ao PT, mas ele diz que não se lembra


03/09/10 - 18h30
Centros de saúde e Prefeitura emendarão o feriado; só voltarão a funcionar na próxima quarta-feira

03/09/10 - 18h
INSS pagará atrasados para 42.519 aposentados no próximo dia 10

03/09/10 - 17h
Cientistas israelenses eliminam células com vírus da Aids sem atingir as saudáveis

03/09/10 - 16h
Prêmio de 85 milhões da Mega-Sena, que será sorteado neste sábado, dá para comprar 420 casas

03/09/10 - 15h
Americano que recebeu transplante duplo de mãos já consegue mexer os dedos

03/09/10 - 14h
“Gás descoberto em Minas equivale a meia Bolívia” - “Reserva de gás em Minas Gerais é de grande dimensão” - “Aposentado por invalidez pode acumular o auxílio-acidente”

03/09/10 - 13h46
"Parada no tempo, e até andando para trás nos últimos anos, é compreensível que Montes Claros não tenha figurado no minucioso trabalho da revista “Veja”, para frustração dos bairristas"

03/09/10 - 13h
Umidade do ar em Minas deve melhorar com a chegada de frente fria no feriadão, diz meteorologia

03/09/10 - 12h
Carga tributária no Brasil é maior do que a dos Estados Unidos, Japão e Canadá

03/09/10 - 11h
Economia brasileira cresceu 1,2% no 2º trimestre e 8,9% no semestre, aponta IBGE

03/09/10 - 10h
Defesa do goleiro Bruno quer filmes pornôs e ficha criminal de Eliza no processo

03/09/10 - 9h
Gás em Morada Nova deve ser explorado a partir de 2011; reserva do poço é metade do que vem da Bolívia

03/09/10 - 8h59
Queima de lixo hospitalar em M. Claros: "Como a doação foi realizada sem passar pelo crivo da Câmara Municipal, não teria valor legal. Diante da constatação da irregularidade, a doação foi cancelada"

03/09/10 - 8h
Atropelador do filho de Cissa Guimarães responderá por quatro crimes

03/09/10 - 7h
Contador que acessou dados da filha de José Serra diz que agiu a mando de terceiros e indica suposto contratante


02/09/10 - 18h45
Físico britânico famoso diz que Deus não tem mais lugar na criação

02/09/10 - 18h30
Revista americana afirma que John Travolta trai a mulher com rapazes

02/09/10 - 18h
Carro com cinto de dois pontos pode ter regra diferente para uso da cadeirinha

02/09/10 - 17h30
Polícia pega dois que trouxeram 40 quilos de maconha para o Carnamontes

02/09/10 - 17h
Produção industrial cresce em 7 das 14 regiões pesquisadas

02/09/10 - 16h
Segundo tipo do vírus da Aids é detectado em 15 pessoas no Brasil; origem é o Senegal

02/09/10 - 15h
Brasil mantém o maior juro real do mundo, à frente da África do Sul, Rússia e China

02/09/10 - 14h
“Advogado mineiro é primeiro mensaleiro condenado à prisão“ - “Importação do país cresce mais que a da China” - “Sigilo fiscal da filha de Serra foi violado com procuração falsa”

02/09/10 - 13h30
Corrupção (veja as imagens) deixa cidade do Mato Grosso do Sul sem comando - prefeito, primeira-dama e vereadores foram presos

02/09/10 - 13h
Taxista é atraído por 6 ladrões ao bairro Ibituruna, uma semana depois da morte de outro, durante assalto

02/09/10 - 12h
Previsão é de temperatura de 29 graus e ventos de 11 km, hoje, em M. Claros

02/09/10 - 11h
Liberada no Brasil a cirurgia de mudança de sexo para mulheres transexuais

02/09/10 - 10h38
"Revolucionou minha vida e espero e desejo que faça isto com as de milhares de brasileiros, especialmente os de menor poder aquisitivo, porque internet, diferentemente do que eu imaginava, é também cultura"

02/09/10 - 10h25
"Na prática, um estorvo, pois refletirá negativamente no dia a dia das pessoas. Vejamos:"

02/09/10 - 10h06
"...a transgressão deste compromisso implicará na suspensão do alvará municipal de funcionamento, apesar do licenciamento concedido pelo Conselho de Política Ambiental do Norte de Minas"

02/09/10 - 10h
Vitória sobre o Goiás foi a primeira do Atlético fora de casa neste Brasileirão



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